Organização defensiva caracteriza-se pelo momento do jogo em que a equipa não tem a bola e procura desenvolver acções de prevenção em relação aos ataques adversários, com o objectivo de a recuperar. No início do jogo convém identificar de imediato em que tipo de estrutura a equipa se apresenta e quais as suas nuances nos dois processos ofensivo e defensivo. Tentar aperceber-se, durante o jogo, quais as suas alterações antes ou depois de cada substituição e a influência do resultado nos diferentes contextos. Analisar a sua organização como equipa, as prestações individuais e nos diferentes sectores. O posicionamento do bloco; alto, médio, baixo e quais os comportamentos: -Quando em bloco alto, se a pressão é feita colectivamente, por linhas ou individualmente. -Se bloco médio quais os estímulos e referências visuais para sair a pressionar. -Finalmente se defende baixo, como controla e fecha os espaços intensificando as zonas de pressão; quais os movimentos de basculação horizontal/vertical e com que velocidade se posicionam nas coberturas demonstrando qualidade na compactação. Ter ainda em atenção, do modo como se expõem deixando espaços entre linhas; em profundidade, nas costas dos laterais e/ou entre defesas. Por fim, como é feita a ligação entre este processo e a transição ofensiva. No plano individual qual a capacidade de marcação, com ou sem perseguição e se optam por zonal. Se tentam sempre reduzir os espaços e se fazem bem as compensações. Qual a capacidade de rotação, com que agilidade e mobilidade e que posicionamento em relação ao bloco. Com que agressividade neste processo defensivo: atacando o espaço, bola, adversário e se têm propensão para serem faltosos e por isso sujeitos a sanções disciplinares. Todos estes comportamentos deverão ser analisados das zona específicas onde as acções se desenvolvem.

Eduardinho, Treinador