João Freitas A comunicação social informou-nos de que passará a haver transparência na informação sobre os impostos pagos pelas empresas localizadas no Centro Internacional de Negócios da Madeira. Parece boa a iniciativa, embora tardia na aplicação. Só após muita informação que lançou dúvidas sobre o CINM, após notícias nos media internacionais e nacionais de fuga de impostos e possível lavagem de dinheiro por parte de empresas ali a operar e a mais recente situação vinda de Itália relativa a fuga ao fisco naquele país e com emissão de ordem de prisão internacional para pessoas que trabalhavam numa dessas empresas. A transparência também seria exigida nos diferentes actos da governação pública, como por exemplo: - No jackpot milionário aos partidos; - Na justificação dos 4 milhões de Euros entregues aos partidos regionais e cuja aplicação é desconhecida até ao momento, conforme o Tribunal de Contas; - Na decisão de ter incluído a actividade económica da Zona Franca da Madeira no PIB, fazendo com que indicador fosse dos mais elevados do País. Em consequência disso perdemos apoios comunitários e estamos com a economia a "afogar-se"; - Na separação dos interesses públicos dos interesses privados, não beneficiando estes em detrimento daqueles (exemplo recente: Minas Gerais, com anunciado pagamento de indemnização); - E a tantas outras situações que por não ter sido implementado a transparência devida, em tempo oportuno, nem as conhecemos…..!!! Transparência urgente e tardia, num tempo em que nós, cidadãos, somos confrontados com maior risco de perder emprego, menor rendimento, maior dificuldade em pagar encargos assumidos, menos direitos sociais, mais ansiedade e insegurança, etc… Nós, cidadãos, vivemos o risco iminente de ficarmos mais transparentes pelo que é previsto e imprevisto, até que a nossa estrutura óssea se torne visível….