1 - É uma hipocrisia a novela que se criou à volta da construção do estádio do Marítimo. Só pode ser por inveja ou aproveitamento político. Não passa pela cabeça de ninguém que não se conclua a obra já iniciada. É verdade que somos nós os financiadores através dos nossos impostos, mas também é verdade que ao longo dos anos se construíram outros estádios com a complacência e o silêncio dos que agora vociferam contra os Barreiros. Os compromissos são para cumprir e o Governo prometeu um estádio para o Marítimo como o fez antes com outras dezenas de clubes. Os críticos que apresentem soluções. Se há erro nisto tudo, esse erro foi cometido há seis anos, quando por teimosia, a Madeira não viu a construção de um estádio contemplada na realização do Euro 2004. 2 - O Governo entendeu apresentar como uma das justificações para o financiamento do estádio do Marítimo, a promoção que o clube faz da Madeira. Ora se assim é, então porque não tornar o futebol profissional através do Marítimo e Nacional, parceiro na sociedade de promoção no exterior? Ambos os clubes ficariam sob a tutela da secretaria do turismo que também ficava responsável pela transferência das verbas necessárias para essa promoção. Desta forma, libertava-se o IDRAM do futebol profissional e dava-se outra atenção ao desporto amador. Se calhar até do ponto de vista jurídico, tornava-se mais transparente o financiamento e evitava-se acordos e protocolos que muitas vezes ficam aquém das despesas levadas a cabo por estas duas instituições desportivas para levar o nome da Madeira além fronteiras. 3 - Qualquer tipo de agressão, física, verbal ou psicológica é condenável. Só a falta de valores numa sociedade cada vez mais anarca, explica o bater no fundo de vários sectores dessa mesma sociedade. Particularmente aos dirigentes desportivos, pede-se qualidade, competência e categoria no desempenho dos cargos. Aos jornalistas pede-se apenas o rigoroso cumprimento do código deontológico!
Mário Gouveia, Jornalista