A olhar para um nada, enquanto estava sentada na esplanada habitual a tomar um café, eis que passam por mim, duas senhoras a conversar, ao que uma delas pergunta à outra, “o que é para ti um valor?”. Passados alguns minutos dei por mim a interrogar-me sobre o que era um valor. À partida, todos nós dizemos valor é… nada mais nada menos que algo que está em nós, senso comum! Confesso que fiquei um tanto ou quanto cismática com o que seria um valor e seus domínios. Tanto que cismei que optei por elaborar uma pequena pesquisa sobre o conceito de valor e cheguei à seguinte conclusão. O conceito de valor tem vindo a ser alvo de grande investigação e é acreditado em diversas áreas do conhecimento, tais como Contabilidade, Economia, Empresarial, Marketing e Filosofia – Pessoal e Cultural. Sendo nesta última, possível auferir de um ponto de vista mais íntimo e identificativo do sujeito enquanto animal que faz parte integrante de um rebanho, a Sociedade - o tal Carneirismo de que tanto Nietzsche, o tão conhecido filósofo alemão nos falava! As áreas da Contabilidade, Economia, Empresarial e Marketing estão interligadas pois tendem a estabelecer uma correspondência entre um produto específico e seu respectivo valor monetário. A nível económico o valor ganha a dimensão material, ou seja, simetriza a conexão entre o valor monetário pago por determinado produto e a qualidade do mesmo. Como objecto de estudo em Marketing detemos a consonância entre o produto e as suas utilidades funcionais. Do ponto de vista da Contabilidade e Empresarial, o conceito de valor atinge o estatuto de “ganho” ou “perda”, ou seja a junção do valor económico com o valor do produto em si. Sociologicamente falando, o valor é reconhecido como sendo um facto social, um elemento basilar na estabilidade e uniformidade das sociedades ou das mudanças sociais, no fundo é um reflexo da sociedade. Espelhando toda uma organização social, politica, cultura que uma estrutura como a da sociedade acarreta. Neste âmbito, o valor declara uma relação entre aquilo que são as necessidades de um indivíduo e a capacidade de as satisfazer, estabelecendo desta forma hierarquias (de valores), conforme a prioridade, o grau de importância ou de urgência que cada necessidade detém. Estas hierarquias auxiliam o sujeito nas tomadas de decisões sobre o mundo que o rodeia e sobre si próprio. O qual, enquanto membro integrante de uma determinada sociedade fica sujeito aos valores que lhe são impostos desde a sua nascença até à sua morte e que o leva a alicerçar conhecimentos e práticas diversas em conformidade com os fundamentos éticos, morais e espirituais da consciência e história humana, no fundo nada mais é do que, um processo de Socialização, de integração e inclusão do individuo na sociedade.

Vera Fernandes, Estudante da UMa