1- É fácil atacar o investimento feito no Desporto - neste momento é cerca de 2% do orçamento regional - e pedir para cortar de imediato no Desporto em geral e, em particular no futebol, na "bola". Começam as demagógicas "continhas de merceeiro": "então para o sector Y só existe a verba X e para a "bola" existe Z ?!" Cruzes credo! O que não se diz é que em 1990 a comparticipação do orçamento regional representava cerca de 90% do orçamento dos principais clubes. E em 2010 essa mesma comparticipação regional (que até é inferior à antiga, 20 anos depois!) representa menos de 40% do orçamento dos principais clubes! E agora? Mais apoio dos privados? No caso concreto do Nacional, esses 40% de orçamento são destinados aos cerca de 700 atletas do Futebol Jovem e Futebol Feminino, aos cerca de 600 atletas da Natação, aos cerca de 150 da Ginástica (masculina e feminina), sendo que ainda existem as modalidades de Futsal, Ténis, Automobilismo, Karaté, Judo, Triatlo e Bilhar, a que acrescem as mais recentes de Padel e Cicloturismo. Isto não é um exercício aritmético de soma de praticantes, não é para ver quem tem mais ou quem açambarca tudo! Para isso bastava abrir a secção de "dominó" ou de "bisca" e inscrever todos os que jogam no café ou no jardim. Serve, isso sim, para demonstrar que existe nos clubes uma vertente social que pode e deve ser valorizada. 2- Faz dia 5 de Novembro um ano que o Nacional recebeu e empatou com o poderoso Athletic na fase de grupos da Liga Europa. O Nacional vencia no seu estádio o Athletic quando a 5 minutos do fim e de penalty a equipa de Bilbao conseguiu empatar. Foi o início do fim da página mais brilhante do futebol madeirense: uma equipa da Madeira na fase de grupos da Liga Europa.

Pedro Mota, Advogado