Joana M. Martins Camacho Freitas Na Quarta-Feira passada quando, através das notícias, soube do orçamento de Estado para 2011 fiquei perplexa com a maneira como o PS levou estas medidas ao extremo. Um partido dito de esquerda, que supostamente deveria se preocupar primeiro com as classes sociais, cedeu à mínima pressão da UE e nem pensou nos milhares de pessoas que ficariam excessivamente prejudicadas com estas medidas de austeridade. Vejamos: os maiores prejudicados são a classe média que, por sua vez, têm mais habilitações. Não digo isto querendo desvalorizar os quem têm menos habilitações. Mas sabemos que o povo português foi sempre incentivado a prosseguir com os estudos, pois isso servia como garantia de um futuro mais promissor e mais bem remunerado. O governo, ao elaborar o orçamento de estado, pensou unicamente em salários ilíquidos sem pensar antes que a maioria das pessoas vive de acordo com aquilo que ganha. Esqueceu-se que a maior parte dos portugueses tem crédito à habitação, o qual nos últimos anos tem vindo a agravar-se com altas taxas de juro. Esqueceu-se também que muitas das famílias são monoparentais, o que faz com que tenham mais de que um dependente ou não. Estes poderão estudar tanto no ensino superior como no básico onde tanto as propinas como os livros escolares têm preços elevados. Entre estas situações existem outras mais. Isto é engraçado num governo, que se diz socialista. Não deveria só pensar no estado, mas sim em que medida é que estas acções prejudicariam as famílias que têm encargos acrescidos. Quando se trata de atribuir bolsas de estudo, do desemprego, pensões ou rendimentos mínimos de inserção o governo analisa a situação financeira de cada família ao pormenor, ou seja, quando é para dar analisa ao ínfimo pormenor, mas quando é para tirar já não segue o mesmo procedimento. Esquecem-se que a classe média, a quem hoje quer retirar parte do vencimento, é a classe que movimenta a economia, é a classe que tem maior poder de compra e não precisamos de ser entendidos na matéria como os gestores ou economistas para entender-mos que esta classe, ao perder o poder de compra fará, com que mais tarde ou mais cedo esta situação se reflicta num agravamento do desemprego. (..) Focando-me na R.A.M, sabemos todos que esta trata-se de uma região autónoma e que por este mesmo facto tem a possibilidade de considerar se aplica ou não estas medidas, ou seja, não necessita de cortar os vencimentos dos funcionários públicos madeirenses. O Dr. Alberto João diz-se o maior defensor do povo madeirense, o que não duvido, também garante que fará sempre tudo pela Região. Agora o povo madeirense pergunta-lhe: Na Região Autónoma da Madeira serão aplicadas estas medidas? Os ordenados sofrerão um corte'Os madeirenses querem saber, pois ainda não ouvimos a sua opinião a cerca desta questão.