Discutir o Orçamento de Estado passou a fazer parte das conversas do mais comum dos cidadãos. Ainda nem todos estarão à vontade com as novas terminologias - "os mercados" demoníacos que nos ameaçam e nem sabemos quem são -, mas qualquer simples contribuinte sabe que vai ter ainda mais 'facturas' para pagar. E, finalmente, qualquer um até já começou a perceber que essa coisa dos "mercados" está relacionada com a gestão dos dinheiros públicos aqui mesmo à nossa beira... Forçados a perceber de Orçamentos de Estado, e daqui a dias, do Orçamento regional, os contribuintes madeirenses não têm outro remédio senão prepararem-se para o que aí vem. Com essa consciencialização, o 'estado de graça' dos decisores - decidam o que decidirem - vai terminar. É normal: se se tem de pagar mais 25 euros na escola, porque é que o governo há-de aplicar tantos múltiplos de 25 euros em coisas de interesse duvidoso? Agora que estamos com as 'calças na mão', sempre já vamos vendo gente com responsabilidade - e não apenas as claques habitualmente conectadas com o simples 'bota abaixo' partidário - a admitir os excessos da máquina da administração pública. Demoramos, mas chegamos lá. De saudar, também, a disponibilidade e a disposição dos políticos para repensarem o seu próprio perfil e o das regras com que se norteiam, agarrados a regimes e a estatutos com muitos vícios. Não se resolveu nada na Madeira, esta semana, em que até o presidente e o vice-presidente do Executivo regional voltaram a estar ausentes em simultâneo, mas ao menos começou-se a pensar em voz alta. Já era tempo. ANA NETO, REPRESENTANTE 'GIFT OF THE GIVERS' Elogia-se-lhe a persistência para cumprir a missão solidária da organização que representa, tão distante e tão perto da Madeira! AMÉLIA PEREIRA, JOGADORA DE FUTEBOL, NOS EUA Deixou a Madeira para ser futebolista. Passou por Odivelas e, agora nos EUA, foi eleita Jogadora do Ano no 'Fan's Choice Award'. É obra! ALBERTO JOÃO JARDIM, PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL O Conselho de Estado era o local certo para dar o seu contributo ao País. Falta coragem para enfrentar ambientes sem apoios garantidos VALTER CORREIA, PRESIDENTE DA C. M. PORTO MONIZ Numa sessão pública, usou termos que ficam mal a qualquer figura pública. Seguir maus exemplos pode não trazer grandes resultados. MIGUEL FERREIRA, DIRECTOR CLÍNICO DO SESARAM A um director clínico não basta acabar com os maus hábitos, que havia e em grande número; é preciso não inventar outros. Alguns bem piores!

Agostinho Silva, Subdirector