Paulo Jesus Os sinos do Livramento continuam no seu impune badalar constante, com total desprezo pelo incómodo causado aos vizinhos. Depois de uma temporada em que as badaladas horárias limitavam-se ao número de horas, agora são novamente precedidas dos (julgo eu assim se chamam) "Avé-Marias", que representam 16 badaladas EXTRA a cada hora. Assim, às 8.00 da manhã, todos os dias, sou brindado com 24 badaladas para começar o dia praguejando, e para além das meias-horas, a sinfonia continua até às 21h, acompanhada pelos uivos dos cães da vizinhança. Até os bichos sofrem, coitados... Acredito que quem mora longe ache piada a esta situação, e até condene quem protesta; mas se estivessem perto saberiam do que estou a falar, pois o barulho é ensurdecedor: quando tocam, falar nas redondezas, só aos gritos. A Secretaria do Ambiente e Recursos Naturais emitiu em Agosto de 2009 um ofício ao Sr pároco da referida igreja onde, observando a Lei do Ruído, emitia diversas recomendações como por exemplo tocarem apenas desde as 9 às 19 horas, mas o Sr Pároco fez "ouvidos moucos", talvez quiçá também ele já afectado auditivamente pelo carrilhão. Ou seja, a lei funciona para uns, mas para outros nem por isso. Agora que se aproxima o Natal, renovei o meu stock de tampões auditivos, pois para além das badaladas horárias, vem aí completa sinfonia de música religiosa não só de dia mas também pela noite dentro. O problema é que os mesmos só evitam os sons até 32 decibéis, o que é absolutamente insuficiente face ao barulhão em questão. Sr Pároco, Sr Bispo, porquê o exagero?!? Será questão de vaidade? Será finca-pé, pois esta questão já deu tanta polémica, abaixo assinados, etc? Começem às 10, acabem às 18, limitem ao mínimo, deixem os sinos maiores de parte; Haja respeito!