Filipe Pinto A avaliação do desempenho do pessoal docente deveria visar a melhoria dos resultados escolares e da qualidade das aprendizagens e proporcionar orientações para o desenvolvimento pessoal e profissional no quadro de um sistema de reconhecimento do mérito e da excelência. Ora, o que se observa é a valorização da prática não docente através do abono de valores/pontos extraordinários a personagens que não estão na Escola, nomeadamente os dirigentes sindicais, autarcas e deputados!! Não se valoriza a assiduidade do professor e o cumprimento do serviço distribuído, a participação em projectos curriculares e extracurriculares, a relação com a comunidade educativa, a prática docente, dentro da sala de aula, entre muitos outros factores fundamentais para o sucesso do processo de ensino /aprendizagem. Note-se que os sindicatos não pugnaram pelo estabelecimento da lógica avaliativa, assumindo apenas a valorização dos seus dirigentes e dos políticos que conceberam este modelo de avaliação. Coitados dos sindicalistas! Ingénuos, nem pediram, nem constataram esta tremenda injustiça… Apesar de reconhecer, em tempos, o papel altruísta dos sindicatos e dos seus dirigentes, devo concluir que não vale mais a pena a associação formal, para a defesa dos direitos dos docentes. Aos políticos, que concebem a legislação, resta desejar sensatez, rigor, honestidade e justiça na formulação das regras.