Daniel Rodrigues Na tempestade de 21 de Outubro, atravessei do Centro até à Ilma, e retornei à freguesia de Santa Maria Maior, passando por São Roque e depois pela via rápida até à Boa Nova. Demorei 65 minutos, e a descer o Caminho do Palheiro tive uma inundação interna de …adrenalina, chegando a casa com o coração a bater muito, MUITO depressa! Os efeitos da impermeabilização dos solos notam-se em várias zonas, onde o Planeamento, ou a execução de Obras foram defeituosas. Nas Cidades a pressão da Especulação, o peso dos Lobbies, faz com que coisas complicadas como a mecânica dos solos, a Hidrogeologia, a Hidrologia, sejam deixadas para segundo plano. O Poder Autárquico, à longo tempo financeiramente asfixiado e endividado, constrói ou actualiza o seu sistema de Saneamento Básico, como pode, ou seja, MAL! Existem problemas crónicos de falta de drenagem em vários sítios, donde lembro, por exemplo, o Lido, Madeira Palácio (mais recente!), e várias artérias e praças na Baixa da Cidade. Ultimamente aí se formam autênticas bacias sempre que a tempestade traz precipitação mais violenta. Vejo com apreensão o transporte de matérias consequentes do semi-aluvião de 21 de Outubro, de novo para o famigerado aterro da Av. Do Mar. Muitos comerciantes tornaram a ter problemas em ruas que estavam a escoar relativamente bem, mas foram subitamente inundadas com caudais vindos da Av. do Mar para o interior da cidade. È necessária muita atenção ao escoamento e drenagem da Avenida do Mar. O Funchal é um (lindíssimo) anfiteatro de acentuado declive. Quando chove muito é quase como um funil! É preciso muito cuidado se lhe tapamos o bico!