A relação entre dirigentes, gestores, atletas, técnicos e respectivo enquadramento financeiro de suporte está alterado. A alteração dos factores que contribuem para o desenvolvimento desportivo, arrasta uma nova ordem desportiva. A alteração do "peso" na interdependência dos factores modificará a perspectiva e necessariamente a atitude dos recursos humanos. A distribuição dos recursos financeiros terá de ser criteriosa por estes serem exíguos, o que provocará uma reforma mais revolucionária do que pode parecer para o nosso desporto. O valoração das mais valias de índole política no desporto vão sempre existir, porque no plano das decisões é esse o seu nível de desempenho. O que se prevê, é que essas decisões sejam cada vez mais influenciadas pelos enunciados técnicos, pelas razões que permitam rentabilizar os recursos humanos, financeiros, logísticos e de instalações. O fantasma da "tecnocracia", fundamentou-se na alteração dos pressupostos das decisões, mesmo que houvesse objectivos definidos, mas onde as prioridades foram do plano da política. Os técnicos devem assumir com responsabilidade, rigor e competências os caminhos para o futuro próximo. A viabilização do desenvolvimento desportivo está nos recursos técnicos, nas propostas que devem elaborar e defender, e na mudança de paradigma da actividade física e do desporto. O tempo da ocupação útil da nossa juventude, não se esgotou, mas a saúde e a criação de hábitos de prática de actividade física, são meios e estratégias para uma maior longevidade, com saúde e bem estar. Aos técnicos exige-se competência na afirmação das suas teses e um desempenho superior na mudança de mentalidades e persecução dos novos caminhos para o desporto regional.

Rui Mâncio Caires, Director técnico da AFM