Apesar das inúmeras abordagens que têm sido feitas a propósito dos tempos conturbados que vivemos a nível económico, financeiro e social, há uma imensidade de factores, aos quais teremos que estar atentos, de forma a que se promovam análises e se suscitem debates quando tal se justifique. A intervenção dos políticos, técnicos e da sociedade civil em geral, desde que feita com espírito crítico e construtivo, é sempre um elemento enriquecedor para a optimização de resultados. Infelizmente, no passado, esta interacção não tem sido muito efectiva e os exemplos não abundam. É pena, porque têm-se perdido muitas oportunidades em "guerras" que em nada contribuem para a resolução dos problemas. Veja-se a proposta de Orçamento do Estado para 2011, o "tal", que inclui um conjunto alargado de medidas, cuja dureza não tem comparação com todo o período pós 25 de Abril e cujas polémicas de cariz político têm preenchido o quotidiano dos cidadãos. Além de não conseguir constatar nada de construtivo nas "escaramuças" que dia a dia se registam, é pernicioso este clima de indefinição que se vive, com reflexos dramáticos ao nível dos encargos associados à dívida do País. E falam os políticos em interesse nacional e na gravidade da situação, mostrando, a bom exemplo de grandes mestres na arte de representar, semblantes "carregados" face às preocupações que a situação do país lhes causa. Afinal, serão sempre os mesmos a suportar as consequências destes "jogos particulares". Pelo menos tem sido assim…
Silvio Costa - Gestor