Jaime Ferreira No dia 3 de Outubro de 2010 um grupo de pastorinhos, orientados pelo sr. Presidente do Clube de Tiro de S. Vicente, juntaram-se no Paul da Serra para colherem sementes para a reflorestação das nossas serras. Até aqui tudo bem, dou os meus parabéns. Só que na minha maneira de pensar essa colheita foi muito má entregue, e se realmente queriam fazer algo de relevante, porque não pedem uma área demarcada nas zonas do Chão da Lagoa ou Arieiro onde nós caçadores pudesse-mos colaborar com a nossa mão-de-obra para a reflorestação das ditas zonas porque para se fazer uma sementeira ou plantar algumas árvores não é preciso tirar nenhum curso e 50% dos caçadores sabem trabalhar uma enxada. Agora colher sementes e entregarem a uma sociedade anónima em troca de um prato de manilhas bem regado acho isto muito ridículo, é a mesma coisa que entregar o ouro ao bandido. E quero deixar aqui a minha indignação a este caso, quando se tem falado em reunir um grupo forte de caçadores para poder-mos debater a arrogância dos fazedores das leis de caça desta terra, acobardam-se e não aparecem, mas para pousarem para a fotografia lá estavam eles manhã bem cedo, pena foi que o fotógrafo ainda não chegou. Mas nem tudo foi perdido, porque sempre mataram saudades dos sítios onde nós caçava-mos à 3 anos atrás e que por vaidade e arrogância desses ditadores a quem vocês astorinhos foram beijar os pés, nos retiraram os espaços que são nossos. Queria fazer aqui mais um lamento em relação a essas leis de caça deste ano, 8 dias encurralados em espaços reduzidos e com aumento em mais de 100% nas respectivas licenças de caça, que ria saber o porquê de não se abrir a caça em todo o Paúl da Serra como era antigamente. Será que aproximação dos caçadores é prejudicial àquelas plantas indígenas, tão apregoadas, mas que eu não as conheço por essas zonas. Também tem-me causado muita admiração a quantidade de turistas que tenho visto de máquina de filmar em punho, mais naquela subida para os Estanquinhos lado esquerdo aquilo está mesmo lindo de morrer, é vê-los entusiasmados a fazerem fotografias e filmagens à giesta, carqueja, silvado etc. É um lindo cartão de visita para aquela gente!... Aquilo é um autêntico barril de pólvora à espera do levadeiro.