O Orçamento de estado para 2011 é violento para famílias, empresas, trabalhadores, pensionistas, mais necessitados, enfim para todos. Há quem ainda manifeste surpresa! Não sabemos todos que quem, ano após ano, gasta mais do que recebe se endivida, e mais tarde, ou recebe uma herança e paga o que deve, ou vai ter de apertar o cinto para ver se não entra em falência. Se é isto que acontece em todas as casas porque seria diferente na casa do ESTADO PORTUGUÊS? O esforço agora pedido aos portugueses é apontado como um acto de grande responsabilidade. Só desta forma existe uma hipótese de nos salvarmos da bancarrota e não é de ânimo leve que se pede a todos que façamos os sacrifícios constantes do OE: redução de salários, subida de todos os impostos, diminuição das prestações sociais, fim dos benefícios fiscais e redução de competitividade para as empresas. Esta é a situação, saibamos como chegamos tão perto da falência. É claro que a crise financeira internacional não ajudou, mas não sejamos parvos! Chegamos aqui porque decisores políticos irresponsáveis gastaram o que tinham e o que não tinham. Apenas espero é que se este esforço colectivo der resultados, a despesa reduzir ou a receita fiscal aumentar, o estado não volte novamente com as obras sem sentido e o despesismo generalizado. Se assim for, os irresponsáveis passam a criminosos e o melhor é ensinarmos Inglês, espanhol e chinês aos nossos filhos para que eles possam emigrar e ter um futuro decente num país que seja viável...
José Theotónio, Administrador Pestana