Cá por mim as coisas não poderão ser como são. « A minha política é o trabalho. Eu quero é ganhar o meu. Ricos e pobres sempre houve e há-de haver. Pobrezinhos mas honrados, graças a Deus » Os problemas da Madeira são o resultado do «eixo do mal» : Lisboa, Bruxelas, Coreia do Norte, China, Cuba , talvez Kadafi e Hugo Chaves. Por aqui tudo bem. Ganhamos cem, produzimos sessenta. Temos off-shore e zona franca. Somos um povo superior. Temos um grande líder. Não temos pesca, nem agricultura. O vinho Madeira, qualquer dia será importado dos States. A execução do PIDDAR, Plano e Programa de Investimento e Despesas da Região Autónoma da Madeira entregue recentemente na A. L.M apresenta alguns dados curiosos. A taxa de execução global do PIDDAR é de 42%. A Vice- Presidênca 23,8%, os Recursos Naturais 22,1% e os Assuntos Sociais 14,7%. A execução é zero na promoção do ordenamento do território, no apoio ao turismo, às organizações de juventude, à promoção do conhecimento, à investigação científica regional, à recuperação e preservação da Laurissilva, ao plano de desenvolvimento regional, ao apoio à exploração das levadas , aos dispositivos de protecção contra incêndios, aos planos de emergência de catrástrofes , às infraestruturas de saúde, aos centros culturais, à remodelação das escolas básicas e secundárias etc.. Como se realizaram obras sem dinheiro? Quanto custam os juros de mora dessa leviandade? Não há papel nas escolas, não se paga ás farmácias , mas há dinheiro do contribuinte para o Jornal da Madeira fazer a propaganda do regime. Cá por mim as coisas não poderão ser como são. Isto depende de nós. Os nossos filhos não poderão pagar as asneiras do Grande Líder! Para que se acabe com isto, o esmagado que se levante. O que está perdido lute. E, o nunca será hoje!
Dírio Ramos, Engenheiro, vereador do PCP