Ainda não oficializou a candidatura a bastonário da Ordem dos Médicos, mas já há mais de um mês de anunciou a vontade de ‘agitar’ as águas numa eleição com outros três fortes candidatos. Manuel Brito, que foi presidente do Conselho Médico do Funchal da OM durante 6 anos e durante igual período de tempo foi director clínico do Hospital Central do Funchal, conhece bem a Região e embora pertença ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central há quase 5 anos, mantém laços estreitos com a Madeira. Foi por essa razão que esteve no Funchal, na passada semana, para apresentar a sua candidatura num jantar de apoio.
Em entrevista ao DIÁRIO/TSF o cirurgião vascular falou do porquê da candidatura a bastonário, que admite sobre qual não ter qualquer espécie de ilusão, sobre o estado actual da OM, sobre o braço-de-ferro que se está a viver entre Serviço de Saúde da Região e a OM e sobre o porquê da crispação na saúde regional.
Manuel Brito critica a postura muito reactiva da Ordem dos Médicos e o facto de que pouco ou nada tem sido feito para resolver o braço de ferro que tem havido nos últimos meses entre o organismo e a Região e que levou à retirada da idoneidade formativa do SESARAM e do patrocínio científico dos congressos médicos realizados na Madeira.
Sobre a situação que se vive actualmente no SESARAM, o candidato prefere não comentar as mudanças que tem vindo a ser feitas nos últimos dois anos mas afirma que a forma como algumas são feitas não será a mais correcta.

