Luís Abreu de Freitas Fomos à reunião pública da Câmara Municipal do Funchal por duas vezes, com o objectivo de apresentar o problema dos cabos de alta tensão colocados pela Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) no Monte, que tanto penaliza quem aqui vive, especialmente no Sítio dos Lombos, mas também em Santo António (Courelas e Lombo dos Aguiares), em Santa Maria Maior (acima do Largo do Miranda) e noutras zonas. Na CMF, os governantes disseram que dariam resposta. Até hoje. O problema continua igual; os cabos de alta tensão estão em cima das habitações, a poucos metros dos telhados, contrariando todas as recomendações da UE. Até as torres de apoio aos cabos de alta tensão estão abusivamente colocadas em propriedade privada, sem a necessária autorização dos proprietários dos terrenos. Para quem vive nas zonas altas do Funchal, trata-se de uma forma bem violenta de tratar estas populações, como se estivessem no caixote do lixo da cidade. Mas quem diz o que se passa no Funchal, não pode deixar de lado tudo quanto de igualmente grave a EEM faz noutros concelhos... Ainda há poucos dias, caiu um dos cabos na zona da Apresentação, nas zonas altas da Ribeira Brava. De novo a destruição, a preocupação e o pânico. As pessoas nada devem à EEM. Espero que um dia a EEM respeite a população. Mas os governantes, nas autarquias e no Governo Regional, apenas fecham os olhos. Estamos, assim, a pagar a qualidade que não temos. Existem soluções para a resolução do problema dos cabos de alta tensão colocados sobre as zonas residenciais. Existem regras definidas pela UE. Só não existe vontade da parte de quem governa em resolver este problema ambiental e de saúde. O que também não deixa de ser uma vergonha para a Madeira e para os olhos dos turistas.