Portugal assistiu nas últimas semanas ao reconhecimento por parte do Governo da República do descalabro das contas públicas e da consequente má situação económica, bem como apercebeu-se que o Governo e o PS não conseguem mais esconder a realidade nacional, ocultando os seus erros.
Importa recordar que o ainda Primeiro-Ministro sempre afirmou que tais avisos por parte do PSD, faziam apenas parte do negativismo e da descrença. Quem não se recorda em 2009, dos aumentos de 2,9% da função pública e onde o José Sócrates anunciava na campanha eleitoral que era defensor do aumento abono de família, das deduções fiscais para as famílias, da redução dos preços dos medicamentos e que os portugueses não aguentavam com mais impostos, curiosamente tudo o que agora se prepara para retirar às mesmas famílias que apelava ao voto há um ano.
Ainda este ano o Governo e o PS afirmavam que estávamos no bom caminho, a crescer a um ritmo superior ao esperado e que esta era a atitude certa de quem quer levar o País para a frente e não se resignava. Mas pelos vistos este optimismo foi de curta duração e não passava do habitual lirismo socialista que agora custará muito a todos os portugueses, inclusive aos madeirenses e portossantenses que nunca contribuíram para esta fatalidade nacional.
Nós aqui na Madeira vamos ter que sofrer estas consequências, com a curiosidade de que aqueles que aprovaram nos órgãos nacionais e no grupo parlamentar do PS em Lisboa, agora sejam aqueles que de uma forma histérica não queiram a receita socialista. Confusos? Espero que não. Não se esqueçam que estamos a falar do PS Madeira. Todo este processo e trapalhada socialista já vai no PEC III, assimilando-se a um "take three" de um filme de Hollywood, só que desta vez parece-me que não haverá um final feliz.
Jaime Filipe Ramos, Deputado do PSD