Passados cerca de três anos desde a criação do Protocolo de cooperação entre a Escola da APEL e o Club Sport Marítimo, o saldo tem necessariamente de ser positivo. Garantir o prosseguimento dos estudos permitiu aos atletas darem continuidade à sua formação, retirando daí também, vários benefícios para ambas as Instituições.
O "acordo", ainda em vigor, e que foi criado com vista a prestar apoio aos estudantes na resolução de problemas escolares motivados pela participação em competições, estágios e treinos, teve como principal vantagem, conciliar a exigente prática desportiva de Alto Rendimento e não só, com a frequência do ensino secundário . Trata-se de uma necessidade latente, frequentemente referenciada pelas mais altas organizações desportivas deste País. Quantificando um pouco o que tem sido até à data, a escola acolheu inicialmente cerca de uma dezena de estudantes integrados nesta parceria. Hoje, ultrapassam já as três dezenas os alunos que, com maior ou menor dificuldade, conseguem articular as aulas com os seus treinos/jogos e estágios, sem descurar a sua formação académica. Para isso, o contributo de ambas as direcções das Instituições, dos Tutores (responsáveis escolares e do clube), assim como dos Professores e colegas da escola tem sido fundamental.
Deixava finalmente três notas que me parecem pertinentes e proveitosas: primeiro e já referenciada atrás, o incremento do número de estudantes englobados neste protocolo, sinal que esta parceria começa a ser reconhecida como uma mais-valia por parte dos estudantes e encarregados de Educação. Segundo, verificar que alguns alunos estão a terminar, ou até já terminaram, o Ensino Secundário. E por último, caso que aconteceu pela primeira vez este ano, assistir à integração de alunos vindos de outro lado do Atlântico, nomeadamente do Brasil. Uma troca cultural proveitosa e singular para toda a comunidade escolar.
Bernardo Vasconcelos, Professor de Ed. Física