Paulo Teles Numa altura em que os madeirenses se focalizaram mais na defesa do meio ambiente devido ás intempéries que ocorreram num passado bem recente, numa altura em que os madeirenses mostram-se com mais descrença á nível da política, numa altura em que todos os madeirenses devem realizar um esforço financeiro mensal para assegurar a sua sobrevivência ,eis que surge um caso (devo referir um de muitos) que se alastra semanalmente ao domingo, devido ao excesso de água provocado na capacidade do reservatório instalado na Achada dos Morenos em Santa Cruz esse mesmo líquido que muita falta faz aos agricultores está a ser canalizado desse mesmo reservatório para (pasme-se) o oceano Atlântico entre às 17h até às 05h.Uma das muitas soluções para o reaproveitamento seria uma redistribuição da rede de água para o poço situado perto do miradouro de Santa Cruz onde a partir desse ponto geográfico poderia servir para um uso de irrigação dos vários jardins situados em Santa Cruz invés de usar água potável para esse fim, outra solução seria a criação de outros poços situados em posições estratégicas de apoio aos bombeiros na luta contra futuras calamidades. Só que perante tal divagação a resposta do Sr.Presidente da câmara de Santa Cruz é que por falta de verbas não será possível tal realização, onde se prende outro factor inesperado a mesma pessoa que diz que não há verbas é a mesma pessoa que dá o aval á destruição e nova implantação do mercado municipal em período recente. Sr. Presidente deixe-me que seja franco consigo na elaboração do PDM de uma cidade um dos pontos mais fulcrais do mesmo é a certeza que tal mudança beneficiara a população e não grupos económicos, deverá canalizar as verbas que restam na reabilitação das condições que já existem e na inovação das mesmas, dando exemplo ás outras câmaras que em tempo de crise devemos todos usar o scamper. Destruir um mercado para a implantação de novos parques de estacionamento só servirá para a paragem de autocarros turísticos poderem lá estacionar e os seus ocupantes poderem apreciar a nova lagoa dos patos que persiste em existir no coração da cidade que deveria defender, pense no caso se há necessidade de abastecer um grupo económico ou a necessidade de bem servir a população que lhe concedeu o expoente máximo de governação e responsabilidade de todos eles.