Mário Nunes Fiquei pasmado ao ler o DN de 16 de Outubro, com as afirmações dos "donos da cultura" desta terra. Então a Igreja do Colégio não precisa de um instrumento acessível aos "simples mortais" que se disponibilizam para animar as liturgias? O Director da DRAC afirma que foi dinheiro mal utilizado. E o convite a organistas forasteiros pagando não se sabe quanto, nesta época de restrições? Não temos na Madeira, pelo menos, um organista com capacidade de participar no Festival? Acha, também, que as pessoas não sabem distinguir o dia 14 do dia 15? É chamar as pessoas de analfabetas numa Região que dizem ter um sistema de educação tão avançado, o melhor do País. Diz, também, que haveria investimentos mais importantes, talvez obras de restauro ou outras. Como é habitual, ficaríamos eternamente à espera do bom humor da DRAC quando se trata de obras de manutenção nas Igrejas classificadas, como acontece com a substituição do soalho da Igreja da Calheta que, mesmo tendo a paróquia capacidade financeira para suportar o seu custo, aguarda há séculos por uma autorização (desde o tempo do Pe. Manuel Ramos). Enquanto isso, as pessoas vão metendo os pés nos buracos. Relativamente às afirmações do Mestre Dinarte Machado e do Sr. João Vaz, penso que defendem mal a sua "dama". Claro que é muito importante a utilização do órgão de tubos mas quantos organistas temos com condições de o tocar dignamente? Um? Dois?....Não sei. Apenas sou um dos tais "curiosos" que procura dar a sua contribuição como "organista" nas liturgias da minha paróquia. Como insatisfeito que sou, também aspiro a tocar um dia num orgão de tubos, se possível no da Igreja do Colégio. Mas até lá, fico parado, sentado no sofá para não cansar, ou vou procurando disponibilizar as minhas poucas capacidades nos "electrodomésticos"?