Duarte Caldeira Ferreira Há dias, como habitualmente dirigi-me á frutaria, vulgo barraca, do senhor Paulo na Rua do Castanheiro para a comprada habitual fruta, de preferência madeirense, que utilizo diariamente, em especial ao pequeno almoço, quando ouço uma voz atrás de mim e que pergunta, Sr. Paulo: não há tomates? De imediato outra voz diz: a Madeira não tem tomates!!! Olhei para o lado e de facto verifiquei que no local habitual onde se encontram aqueles frutos, nada havia, questão que me preocupou imenso, pois já há muito tempo que me vinha a aperceber da falta de tomates na Madeira. A planta que produz o tomate é, logicamente o tomateiro, oriundo da zona do Peru, como planta selvagem já utilizada na alimentação dos Incas ( será por isso que nos deixaram aquela espectacular Maravilha do Mundo??), como o nome botânico de Lycospersicum esculentum, pertencente á família das Solanáceas, tal como a semilha, a beringela, o pimento, etc… Hoje em dia existem milhares de variedades de tomateiro, utilizando-se, modernamente para a sua cultura, variedades híbridas de qualidade e produção superiores, principalmente quando a sua cultura é feita em estufas e/ ou abrigos, com vista ao consumo em fresco. Há tomates de diversas cores: vermelho intenso, vermelho/esverdeado, rosa, amarelados e parece também que há de cor preta ( estes, cada vez mais raros e muitas vezes aparecem fora de sitio)…. Em todo o mundo é utilizado na alimentação humana sob diversas formas: em fruto fresco, especialmente em saladas, em cozinhados e em conserva, quer na culinária, quer, por exemplo em sardinhas macho enlatadas. Tem outras finalidades, a sua cultura, inclusive para atirar tomates uns aos outros, como é o caso da tomatina de Buñol em Espanha O tomate tem propriedades medicinais muito importantes, nomeadamente na prevenção do cancro da próstata nos homens ( claro) e parece que tem muita importância para a coluna vertebral. A sua falta transforma os homens que deveriam ser "Omo Erectus" em "Omo Corbatus", metamorfose esta, muito abundante na Região Autónoma da Madeira, mas que parece lhes proporcionar muitas vantagens, isto a avaliar pelos "bólides" , e não só, que alguns ( a maioria) possuem. Mas voltando ao inicio deste apontamento, continuei a comprar a fruta para o meu pequeno almoço. O Sr. Paulo, como já sabe aquilo que mais procuro, pois apesar de haver festas do pêro e da maçã, não consigo descobrir onde comprá-los ( parece que o Sr. Paulo, também não), como dizia eu, recomendou-me uns mangos produzidos para os lados de Sta Luzia que apesar de pequenos ( pelo seu tamanho, eram autênticos "manguitos") eram de muito boa qualidade, pois eram muito doces e não tinham fiapos. Aceitei a sugestão e comprei cerca de dois kgs daqueles frutos ( muito pequenos) e levei para casa. No dia seguinte, logo pela manhã, comi alguns desses pequenos mangos, que de facto eram deliciosos, os melhores que comi até hoje, lembrei-me da cena passada na véspera que a Madeira não tem tomates, mas apeteceu-me dizer: mas tem "manguitos" de óptima qualidade, produzidos lá para os lados de Santa Luzia.