Arlindo Freitas Li no Diário uma reportagem manifestando a indignação do Director Regional dos Assuntos Culturais pela aquisição de um órgão digital para a Igreja do Colégio com custo estimado superior a 8.000€ quando esta mesma Igreja tem 2 orgãos estando um deles em recuperação para funcionar em apoio à liturgia. Honestamente o que senti foi uma grande repulsa pelo comportamento do Padre Marcos Gonçalves. Nos tempos que correm com tanta gente a passar enormes dificuldades a Igreja num comportamento eticamente deplorável gasta 8 mil euros num órgão digital. Com esse dinheiro se fosse mesmo preocupação da Igreja os pobres e necessitados concerteza que os aplicava doutra forma. Com que cara o Senhor Padre dirigir-se-à aos seus fiéis pedindo-lhes sacrifícios pelos mais necessitados depois de um gesto de novo-riquismo como este? Não foi este mesmo Senhor Padre que há dias quando lhe perguntaram o que ele achava do dinheiro que o Governo Regional esbanja no Jornal da Madeira (mais de 4 milhões por ano ou seja mais de 11 mil euros por dia ) e que as Entidades da Concorrência e da Comunicação Social deploraram que disse que ainda não tinha lido nada … Que grande exemplo dá este Senhor Padre! Depois admiramo-nos que a imagem da Igreja nesta Região esteja como está. Não basta sorrir. Nas alturas difíceis a Igreja tem de ser exemplo e tem de ajustar o discurso à prática. Com exemplos destes de esbanjamento de dinheiros dos seus fiéis e aproveitamento de dinheiros públicos perde toda a autoridade moral que desde sempre marcou a sua conduta.