O País não está mergulhado em coisa nenhuma. Nem no futuro feito de apertos. Nem na crise activada pelos políticos em nome do 'bluff' orçamental. Se estivesse, não extinguia ou fundia apenas 50 organismos públicos, não tolerava viagens oficiais para fins de interesse duvidoso, não comprava carros de luxo para receber figurões de outros estados, não alinhava na vertigem política de que o ideal é haver outra vez eleições, não apresentava o OE fora de horas, não descongelava vagas sempre que há amigos para empregar, não distribuía ordenados chorudos pelos gestores públicos e não lançava obras que só servem para gerar os ambicionados trabalhos a mais. O País fala, quase sempre sem saber, esbraceja de quando em vez, mas na maior parte do tempo levita, sem vontade própria. Prefere a 'Casa dos Segredos' ou os 'Ídolos, palcos que educam para a inversão de valores, para atribuição do mérito aos inúteis, reservando os rótulos desprezíveis para os que, mal ou bem, são pagos para servir os outros. Este País é também a Região, que finge a asfixia financeira e garrote para não pagar a quem deve e fechar quem sobrevive à tragédia prolongada. O drama de ambos os governos é o défice de autoridade. Prova-o o recurso sistemático ao grito que mendiga por mais dinheiro, oportunidades, inovação, emprego, sustentabilidade e, sobretudo, competência, mas que perante atitudes criminosas, incapazes de serem justos, repetem resignados "não podemos fazer mais nada". Não há défice democrático neste País Região ultraperiférica que até desespera pelo FMI. Nem há falta de liberdade de expressão, apesar dos atropelos ao pluralismo. Não há crise de debate. Nem faltam iniciativas que favoreçam o confronto de ideias. O que falta é poder, ou melhor, gente que o saiba exercer. Domingos Abreu, biólogo Foi reeleito para dirigir a rede europeia do ambiente. Sinal de que trabalhou. Quando assim é, só pode haver reconhecimento unânime. Manuel Brito, médico O candidato a bastonário disponibiliza-se desde já para acabar com as brigas na saúde regional. É muito mais do que um trunfo eleitoral. Daniel Ramos, treinador do União O 'União da bola' está de volta aos grandes momentos. 'Tombar gigantes' ajuda a consolidar convicções. Venham daí outras surpresas. Marques dos Santos, Presidente do Banif Dedicado ao seu banco, aconselha os portugueses a popupar e os governos a bem gerir. Toca a "suprimir despesas que sejam dispensáveis" Mafalda Costa, Presidente do centro da mãe Ensinar meninas a ser mães e acolher aquelas que os pais rejeitam é trabalho meritório. Para ser adulta, a sociedade precisa destes sinais .
Défice de autoridade
"Não podemos fazer mais nada". Um desabafo cada vez mais frequente perante abusos