Diana Rodrigues A propósito do v/artigo "Política e Sindicato valem mais do que dar aulas", gostei muito de saber, através das palavras do Sr. Secretário, que, em termos de ponderação curricular dos professores, os cargos de deputado e de autarca são considerados cargos de relevante interesse público. Que lindo! Claro que ser professor, em termos de interesse público, é zero! A mensagem aos professores, e para todos os portugueses, aliás, é clara: mais que tudo, vale ser político. O resto, os anos de trabalho, a dedicação, o esforço, etc., vale menos ou nada comparado com a "profissão" de político - para quem não se lembra, políticos, salvo raríssimas excepções, são aqueles que nada produzem, esbanjam o dinheiro que sacam à malta e depois ainda lhes atiram com mais impostos e menos ordenados quando se apercebem que não têm o suficiente para continuar com a pouca vergonha que criaram, e que prejudica a todos menos eles. Curiosamente, na mesma edição do DN, ao virar a página, há uma entrevista com o Dr. Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados que anda a incomodar muita gente, e que sempre defendeu que quem faz as leis "de manhã" não deve beneficiar delas "à tarde". A nossa lei, que considera os cargos políticos de relevante interesse público, ao ponto de fazer com que os professores que estiveram afastados das aulas valham mais, como professores, do que os que estiveram, efectivamente, a ensinar, é um nojo. Estou farta disto!