Surpresa ou talvez não o governo do Partido Socialista tem vindo a tomar um conjunto de medidas restritivas, quase sempre na mesma direcção, ou seja, contra a classe média e restantes trabalhadores sem tocar nos privilégios dos mais poderosos deste país. Depois do não cumprimento da maioria das promessas feitas aos portugueses em tempo eleitoral, nomeadamente no que respeita ao não aumento de impostos e depois do apoio do dr. Passos Coelho ao 2º PEC, o eng.º José Sócrates anunciou mais um pacote de austeridade, impondo novos sacrifícios aos portugueses a vigorar no âmbito do OE 2011. Estas medidas irão, uma vez mais, atingir os mesmos de sempre, os que sempre pagaram a crise, os trabalhadores por conta de outrem. O cidadão comum interroga-se como é possível que um partido que se diz socialista e pelo estado social, imponha medidas desta natureza, contra a classe média e as famílias em geral e ao mesmo tempo perdoa 400 milhões de euros de impostos aos bancos, permitindo-lhes ainda o IRC mais baixo da UE, que autoriza vencimentos milionários a gestores para gerirem empresas falidas do Estado, e que inscreva no OE de 2010 uma verba de 600 milhões de euros para pagar pareceres solicitados aos grandes escritórios de advogados do bloco central, entre outras medidas de autêntico regabofe e disparate financeiro. Na Madeira o governo regional deve cortar nas despesas supérfluas para não implementar as medidas mais gravosas de Lisboa, nomeadamente aumento do IVA e corte nos salários. PS: Parabéns ao DN pelos seus 134 anos ao serviço da informação livre e democrática.

João Isidoro, Presidente do MPT-M