1- Agora que tanto se fala em mudança, alteração de estratégia, enfim, novas posturas mas sem perder a essência, por exemplo, aqui no DIÁRIO, gostaria que estes novos rumos e novos caminhos servissem de exemplo a outras áreas do nosso dia a dia. No desporto particularmente. É que já não há pachorra para ouvir e ver dirigentes desportivos a dar cabo da essência desportiva, a prática. Cada vez mais, o dirigismo desportivo está a estragar o que de mais puro há no futebol. Ou seja, a competição sadia dentro do terreno de jogo. Há indivíduos mal formados que apenas pela ganância de vitórias a qualquer preço, colocam o bom nome dos clubes em causa. Indivíduos que preferem jogar fora das quatro linhas, alimentando polémicas e rancores. Que discutem atabalhoadamente o futebol como se este fosse o tema mais importante para se discutir neste País. O campeonato da I Liga ainda vai no começo, mas Benfica e Porto já vão longe no confronto entre ambos sendo a arbitragem o principal tema de um jogo de interesses, curiosamente alimentado por quem manda nos senhores do apito. Os dois rivais mostram uma vez mais que não conseguem ganhar campeonatos pela lisura e transparência. Ambos reclamam por mais favores da parte dos árbitros. É preciso ter lata! Cegos de raiva, não conseguem ver quando são eles os beneficiados, o que sucede na maioria das vezes. Proferem declarações de autêntico racismo clubistico, atirando adeptos contra adeptos. Dão o pior exemplo de convivência entre claques e depois…depois armam-se em santinhos e exigem do Estado protecção policial para se deslocarem ao campo do adversário. Ridículo! A mudança deste lastimoso estado do futebol Português só se fará no dia em que os adeptos do futebol virarem costas a este jogo de interesses e deixarem as bestas a falar sozinhas. 2- A Selecção Nacional voltou a ter o carinho do público por perto. A nova era com Paulo Bento ao comando, já trouxe algumas mudanças na dinâmica e na mística equipa/adeptos. Um dos segredos dos êxitos da selecção mas que Queiroz tinha dado cabo. A tarefa não se apresenta fácil mas com o décimo segundo jogador, chegaremos lá!
Mário Gouveia, Jornalista