Dada a gravidade a que este país chegou não posso deixar de manifestar a minha revolta. Estou à vontade para falar porque nunca pertenci a nenhum partido, nunca ganhei um centavo ou euro com a política, sendo um cidadão que paga os seus impostos em dia e os seus compromissos em 50 anos de pequeno empresário e usando o meu direito de voto no dia das eleições. Devo confessar que este governo de José Sócrates é um governo que deu cabo deste país e quanto a mim, deveria ser julgado judicialmente juntamente com Victor Constâncio, antigo administrador do Banco de Portugal, fazendo o mesmo que na Islândia onde o Primeiro-Ministro, vai a julgamento com possibilidades de prisão. São estes os políticos que a UE tem e que me leva a não acreditar nesta Europa, mas sim naquela que Degaule antigo presidente francês preconizou. Eu confesso que tenho saudades dos governos de Sá Carneiro, Mota Pinto e mesmo Mário Soares, dado o descalabro que este país chegou e sem um rumo certo. A partir de agora sou favorável a que quando um governo não defende os interesses do povo e não apresenta as contas aos seus cidadãos - quanto a mim as contas do estado e das regiões autónomas deveriam ser apresentadas até Abril como qualquer firma comercial -, um grupo com 5 mil assinaturas feitas por pessoas sem cadastro e nacionais poderiam apresentar ao Ministério Público uma queixa contra esses governos, que teriam um prazo máximo de 90 dias para decisão... O actual Primeiro Ministro foi o que teve as melhores condições para governar mas meteu o País no maior défice conhecido até hoje, no maior desemprego, na paragem de bolsa por mais tempo, no maior número de falências sem saber o que está a fazer juntamente com o seu ministro das finanças depois de ter contribuído para acabar com a classe média. Ao contrário dos nossos amigos Cabo-Verdianos onde em 12 anos o governo conseguiu baixar os níveis de pobreza de 59 % para 21 % , em Portugal a pobreza sobe.
Manuel Luis Neves, Empresário