Filipe Freitas Na passada terça feira, dia 05-10-2010, quando eram 15H00, recebi um telefonema de um familiar , o qual alertou-me para o facto do meu irmão mais novo, ter sido encaminhado para o posto de polícia de Câmara de Lobos. Sem saber o que se passava e tendo em conta que o meu irmão é uma pessoa extremamente calma e pacífica (...) Quando cheguei à esquadra, vi que o meu irmão lá estava e encontrava-se a assinar um documento qualquer. Após identificar-me como familiar, questionei aos agentes se o meu irmão tinha feito algo de errado ou se tinha cometido algum crime, obtendo por parte dos mesmos a resposta de que ele tinha sido conduzido à esquadra apenas para ser revistado, pois tinha sido surpreendido no interior de um terreno baldio, a apanhar folhas de bananeira secas. Embora tenha achado estranho de que uma pessoa fosse encaminhada à esquadra apenas por apanhar folhas de bananeiras secas, não me intrometi no trabalho policial, e quando estava tudo terminado, fomos embora para casa. Já dentro do meu carro, sempre com algumas dúvidas, perguntei ao meu irmão o que realmente tinha-se passado, ao que ele, por já se sentir mais à vontade, explicou-me o que realmente se tinha passado. Nesse mesmo dia, tinha combinado com uns amigos fazer uma "patuscada" na Praia Formosa, e então quando se deslocava para lá, decidiu levar algum mato seco, que lhe permitiria fazer lume de uma forma mais rápida. No momento em que estava a apanhar as ditas folhas de bananeira num terreno que julgava abandonado, foi abordado por dois polícias fardados, o polícia Neves e o polícia Sá, que lhe questionaram o motivo da sua presença naquele local. Após o meu irmão lhes explicar, os mesmos não acreditaram na sua versão e decidiram então encaminhá-lo para a esquadra. Na esquadra, o polícia Sá disse ao meu irmão para acompanhá-lo até ao piso inferior, onde foi indicado para colocar todos os seus objectos e posteriormente a sua roupa, em cima de uma pequena mesa que ali havia, junto de umas porta, que o mesmo disse serem os calabouços. Quando o polícia Sá, viu que o meu irmão estava a falar a verdade, começou a ameaçá-lo verbalmente e vendo que o meu irmão não respondia, agrediu com cinco socos na cara, num verdadeiro acto de covarde. Ao saber disto, decidi de imediato deslocar-me à esquadra e pedi para falar com o Comissário, sendo que apareceu um chefe chamado Sousa que me atendeu. Embora tenha a noção de que me exaltei (com motivos mais que suficientes), perguntei ao chefe Sousa se havia necessidade de terem agredido o meu irmão, e que desejava apresentar queixa dos dois agentes que o haviam agredido. Passados apenas alguns minutos em que conversava com este chefe, aparecerem diversos policias que de imediato cercaram-se, onde inclusive estavam os polícias Neves e Sá. Tendo sempre a noção de que estava um pouco exaltado e que talvez tenha proferido expressões menos próprias, questionei o polícia Sá se achava correcto o que tinha feito, ao que o mesmo respondeu que também chegava para mim, enquanto agarrava no cacetete. Para meu espanto, quanto informava ao chefe que queria apresentar queixa, o mesmo ordenou a um dos polícias que me revistasse e que em seguida fosse revistar o meu carro. Como se não bastasse, juntamente comigo estavam o meu pai, a minha mãe e uma tia, e sem estarmos à espera, fomos convidados a sair à força (empurrados) do interior da esquadra. A minha tia, que por acaso é doente, ao ser empurrada e uma vez que estava bastante nervosa com toda esta situação, caiu e foi alvo de um ataque epiléptico, razão pelo qual foi chamada uma ambulância para a esquadra que levou-a para o centro de saúde. Perante tudo o que aconteceu, tenho a lamentar que uma instituição que supostamente deve ajudar o cidadão, permita que alguns dos seus elementos manchem o seu bom nome, distribuindo porrada gratuitamente. (...)