David Veiga A imprensa portuguesa é dos poucos serviços em Portugal que ainda nos informa verdadeiramente de casos polémicos que sucedem quase diarimante. Realmante é preciso coragem. Não aquela "coragem" que o nosso PM diz ter. Mas sim a coragem de firmeza, ânimo. Soube que, bem recentemente, uma empresa do estado se recusou a informar jornalistas sobre os ordenados que esta paga. É vergonhoso uma empresa inteiramente pública negar a divulgação dos salários que pagam… Afinal quem é que paga esses salários? Não me digam que eu e os restantes contribuintes portugueses não temos o direito de saber onde são gastas as nossas contribuições obrigatórias. Na Suécia os contribuintes têm acesso a todos os gastos do estado e podem consultar as despesas dos ministros e assessores. Desafio o poder central para que façam o mesmo em Portugal. E isto sim eu chamaria "coragem". É agora que é necessária coragem. Mais do que nunca é hora de sermos audazes e reprovarmos este Orçamento de Estado. Como disse Angela Merkel é "preferível não termos orçamento a um mau". Não se pode continuar a compactuar com o roubo descarado das pensões dos portugueses, subir mais os impostos e congelar progressões. Sejamos francos! Todos sabemos que é possível cortar na despesa pública sem afectar os mais pobres… Se o país é pobre não pode dar tantas regalias a funcionários de topo, sustentar ordenados e pensões tão caras, continuar a dar luxo e extravagância aos políticos e gestores que já ganham cerca de trinta a quarenta por cento acima da média europeia, enquanto que o ordenado mínimo em Portugal é cinquenta por cento abaixo da média. Há ou não há onde cortar, sem prejudicar mais as classes média e baixa? Tenham coragem!