Um jornal identificado com a comunidade, reconhece valores, incentiva ao desenvolvimento e promove a participação. Imbuídos deste espírito cruzamos mais uma meta, a dos 134 anos que nos enchem de orgulho, outra vez determinados em olhar para além do horizonte mais próximo, em conquistar a confiança dos diversos públicos através de conteúdos, serviços e soluções. Não somos indiferentes à "trova do vento que passa". Daí lançarmos novas propostas: 11 rubricas interactivas com o selo 'Dê Notícias'; a reflexão sectorial numa lógica construtiva, no âmbito do projecto 'Ideias para a Madeira'; o reforço da 'Opinião' sempre plural, com mais de 150 colaboradores convidados; a consolidação da dinâmica multimédia, com a actualização permanente das notícias e com os complementos dos blogues associados à plataforma digital. Em todos estes novos passos mantém-se a essência, a inegável vontade de informar com responsabilidade, mesmo correndo o risco de desagradar quem norteia a vida por critérios de oportunidade e de oportunismo, não raras vezes incompatíveis com a verdade. Recusamos ser reféns destas mordaças e de outras obsessões doentias. Como não pactuamos com a lógica dos serviços mínimos, com o ajuste de contas por via do insulto envernizado com pretensos desmentidos ou esclarecimentos, com a tentação externa de marcar a nossa agenda e com as deslealdades que já deveriam ter merecido castigo noutras páginas e barras. Incomodar quem se acomoda, focar atenções nas urgências sociais e motivar compromissos é bem mais aliciante para quem, como nós, tem princípios. Este é um trabalho que se faz em cada instante ao abrigo da entrega profissional e da abertura a parcerias que geram valor. O DIÁRIO não é um produto acabado e fechado. Será sempre dinâmico e empenhado em favorecer a cidadania responsável, em pensar no público e nos públicos e, sobretudo, em praticar jornalismo. Um jornalismo com alma e equilíbrio. Que informe com verdade e acutilância. Que recorra à criatividade para que possa surpreender. Que cultive a proximidade promotora da diversidade e das realidades de cada lugar e das suas gentes. Que seja humilde para que se escreva e diga o que nos dizem e não o que pensamos e temos como ideias pré-concebidas. Um jornalismo que melhore conceitos e reedite a actualidade numa dimensão multimédia, complementando-a com novas narrativas, evitando apresentar como novos, factos noticiados exaustivamente nas últimas 24 horas. Mais do que reempacotar notícias, importa criá-las, sempre com base nos factos. Um jornalismo que tenha estética e formatos atractivos, para facilitar a fluidez informativa, na era em que mostrar é tão importante como contar e em que o interessante complementa o conceito de importante. Um jornalismo que procure soluções. E são muitas as que faltam à nossa existência colectiva. Manter a independência que nos distingue. Defender os valores que herdamos. Mexer com o leitor que conhecemos. Esta é a missão. Partilhamo-la para que ninguém se sinta iludido. E também para que se saiba que agradar a políticos, cobrir edifícios e ficar sentado à espera de milagres são formas de matar um jornal. Tenha a idade que tiver.
Princípios inegociáveis
Manter a independência que nos distingue. Defender os valores que herdamos. Mexer com o leitor que conhecemos. Esta é a missão