Jose Edgar Marques Da Silva A dívida que os governos deixaram acumular deveria ser tratada como crime público; concordo com a afirmação do ex-deputado socialista Henrique Neto: é sim, deveria então esses senhores serem julgados pelo Estado, incluindo aqui alguns na RAM. Para lermos o relatório do OE para 2010, elaborado em Janeiro, começando pelo seu sumário executivo, recomendo antes a prescrição de anti-heméticos para prevenir a náusea e o vomito, o mesmo deve ser tomado ao analisarmos e lermos o equivalente ao orçamento regional da RAM, se aquilo se pode chamar orçamento, parece mais uma "falácia". Quem tem espírito anedótico, encontra lá muita inspiração para criar, quando se lê no ponto I "Reforçar a Confiança na Recuperação da Economia e das Finanças Publicas" , torna-se um momento hilariante, diga-se na verdade, sem graça alguma, mas é impossível não nos rirmos. De à 25 anos que constato que "esta gente" com a pasta das finanças, cá e lá, devem ter uma dificuldade enorme para gerir, orçamentar e fazer aprovar pela esposa o orçamento geral do frigorífico lá de casa, imagine-se fazer o do Pais; o mesmo afirmo sem pejo, de AJJ e de todos os primeiros-ministros de Portugal sem excepção. Mas vejamos o que estes políticos de "escroto mole", e "cérebro de pinto", pensam que a maioria dos cidadãos são tontos e burros, só para despesas de representação em 2010 estão atribuídos 2.725.595,00€(!!); para subsídios de reintegração e indemnização de cessação de funções estão atribuídos 1.087,500,00€(!!): eis a crise no seu mais elevado expoente de proxenetismo económico da classe política sobre o povo trabalhador e contribuinte, tratado e considerado com simples e desprezadas meretrizes "do império romano". Porque será que quando qualquer trabalhador "cessa funções" para se reformar não tem direito a um subsídio de reintegração; e já agora porque não se negoceiam ajudas de custo para todos os trabalhadores no seu vencimento mensal: das duas uma ou dão-se a todos ou tiram-se a todos, e sou a favor da segunda, nesta altura de crise corte-se já aqui a políticos e gestores do sector público. Imagine-se 232 deputados o seu vencimento ordinário já é cousa extraordinária, com mais estes malabarismos de ajudas que o aumentam tornam-se um caso de sem vergonha. E aqui na RAM só as SDM, gestores públicos (Hospital, Horários Funchal), da "Metropolitana, Madeira parques, SDM- Norte, Porto Santo, Ponta Oeste, Madeira Tecnopólo, APRAM, IDE, IGA, EEM, custam ao erário publico 933.590,00€ /ano para pagamento de salários aos seus gestores de topo, uns têm em comum a facilidade de gerir um monopólio, outros a falência administrativa e passivos com a banca; só a metropolitana e a ponta oeste têm um passivo junto, de 385,9ME. Comparemos os nossos políticos com os da Suécia, umaonarquia onde o Rei já perdeu todos os poderes e os deputados não têm quaisquer privilégios ou regalias.