A crise que por aí alastra faz com que seja incontornável, também na nossa Região Autónoma, a eventual queda do Governo da República, caso os partidos continuem a recusar entender-se em relação ao Orçamento de Estado para o próximo ano. Para além das questões graves que estão em causa, receia-se que a situação se agrave com estratégias e caprichos pessoais - ou partidários. Brincar à queda dos governos pode ser algo que agrade aos políticos, porque eles serão os únicos que terão algo a ganhar: ou a subida à cadeira do poder, e consequente satisfação da série de fiéis que estão à sua volta à espera da retribuição, ou a fuga às responsabilidades, devidamente protegida por cargos e funções bem remuneradas, longe da confusão da governação em tempo de 'vacas magras'. Na Madeira, em 2007, tivemos algo semelhante. Os senhores do governo e do partido dominante agarraram-se a um argumento qualquer - tão insignificante que a maioria das pessoas já nem se recorda qual foi - e provocaram a antecipação das eleições. Ficámos uns tempos com a gestão corrente, depois a campanha eleitoral, a seguir as benditas eleições; depois, conforme alegou o presidente do governo, meteu-se o Verão, depois o Orçamento e o Natal. No final da brincadeira, tinha passado um ano. Resultados: zero. Problemas resolvidos: zero. Agora, inclusive com apelos semelhantes do presidente da Madeira, pede-se e brinca-se com a queda do governo em Lisboa. O argumento é o Orçamento de Estado. A equipa de Sócrates parece querer desfazer-se das responsabilidades de que o povo lhe incumbiu; a Oposição, designadamente o PSD, revela alguma imaturidade ao agitar as águas, quando a situação recomendaria alguma serenidade. Acresce o facto de surgirem alguns aspectos formais a complicar os cenários, como é o caso do Presidente da República estar impedido de convocar eleições com a celeridade que se imporia. Portanto, lá como cá, a brincadeira pode tornar-se algo muito sério. FERNANDO RODRIGUES, MOVIMENTO CÍVICO MADEIRENSE Os movimentos cívicos podem e devem complementar as outras instituições, nas chamadas de atenção, nas sugestões, nas críticas. Oxalá o novo movimento acrescente algo de novo a uma sociedade demasiado acomodada. VÂNIA JESUS, LÍDER DA JSD-MADEIRA A organização e dinamização da 'Universidade J', neste ano, esteve a cargo da nova liderança da JSD-Madeira. A abertura a correntes de opinião diferentes é um mérito que, nos tempos que correm, não é muito pacífica. Parabéns! CRISTIANO RONALDO, PROFISSIONAL DE FUTEBOL Neste novo ciclo da sua vida privada e profissional, o mais talentoso dos jogadores portugueses tem sentido algumas dificuldades. No Real Madrid e, agora, na Selecção Nacional, CR está de volta, menos exuberante, mas mais maduro. D. ANTÓNIO CARRILHO, BISPO DA DIOCESE DO FUNCHAL Como detentora do título Jornal da Madeira, a diocese do Funchal não pode alhear-se das graves conclusões a que chegou a ERC-Entidade Reguladora da Comunicação Social. E a Igreja não é propriamente uma empresa qualquer... JORGE SÁ, EMPRESÁRIO A inauguração de mais um vultuoso investimento, em Machico, e a partilha de algumas das suas ideias de vida, na entrevista ao DIÁRIO, mostram-nos um Homem com fibra, coragem e sentido de iniciativa.

Agostinho Silva, Subdirector