Leitor identificado Nunca pensei escrever uma carta de leitor com este título, que alguns poderão achar sensacionalista e só possível num país de 3º mundo, mas a verdade é que a 29 de Setembro as primeiras palavras da minha mãe, que está internada desde Domingo a noite neste hospital, foram "estou com fome" e ainda nem eram 14 horas da tarde. Ao que parece, foram tomadas medidas para reduzir o pessoal auxiliar e como consequência, nos dois dias e meio que a minha mãe está internada, em apenas uma das cinco principais refeições, houve segundo prato. Pior é a vizinha da minha mãe, que não tem autonomia e então não tem havido ninguém para lhe dar de comer. A sobrinha da senhora em causa, teve de obter um documento para poder estar no hospital a hora do almoço, em que ainda não são permitidas visitas, para poder alimenta-la. Como é possível isto acontecer? Como é que uma pessoa com o sistema imunitário debilitado, que segundo as minhas parcas noções de nutrição deveria estar a ingerir proteínas, passa os dias a sopa e maçã cozida? Percebo que tenha de haver contenções, agora é preciso ter cabeça e antever as implicações das medidas que se venham a tomar. Está em causa a saúde das pessoas! Infelizmente ultimamente tem-se falado muito sobre o Serviço de Saúde da RAM e não pelos melhores motivos. Talvez não fosse exagero fazer um levantamento destas situações, apurar responsabilidades e agir em conformidade. Estou em crer que estão a destruir o sistema regional de saúde.